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15.03.07
Momento inspiração...

Eu tenho um sonho frustado de ser psicóloga.
Mas não para montar um consultório, pelo menos a princípio, pois gosto muito da profissão que exerço. Sempre soube que trabalharia com comunicação. Eu entrei na área muito antes de estudar jornalismo, por isso já tinha parâmetros suficientes para escolher o curso ideal.
Se tivesse optado pela psicologia, estaria usando bastante no meu dia a dia, pois televisão é feita por pessoas, para atrair a atenção de outras pessoas…e pessoas sempre necessitam de psicologia, mesmo que cotidiana e não científica, mesmo que para si e não para outro.
Aliás…quem disse que psicologia é pura ciência ? Uma vez quase discuti com uma amiga psicologa por causa disso. Vocês conseguem imaginar uma psicóloga cética, que não tem nenhuma simpatia por qualquer coisa ligada á religião? Desculpa não ser imparcial (esqueceram que eu optei por jornalismo?), mas eu acredito firmemente que a psicologia só funciona unida da religião e dos fatores sociais. A ciência simplesmente anda ao lado de tudo isso.
Mas não vou entrar nesse mérito agora, pois religião é um dos assuntos que gosto de me aprofundar pessoalmente, e vou voltar para o foco inicial desse texto: o que eu faria se eu tivesse escolhido estudar psicologia.
Estaria do mesmo jeito, fazendo a mesma coisa, porém, fazendo“caridade nas horas vagas”. Sim, psicologia também é caridade…e quem mais precisa de ajuda, normalmente são as pessoas que menos tem acesso á um psicólogo.
Voltando a falar da faculdade, acho que jornalismo realmente seria a minha segunda opção. Eu sempre gostei de escrever, e os escritores e simpatizantes da escrita também são ótimos psicólogos. É uma questão de dom, intuição, que muitas vezes a ciência não pode explicar.
Acho que já posso me considerar uma quase jornalista um pouco psicóloga.
E como é estigma da profissão (mesmo que amadora), todo psicólogo tem a perfeita lucidez em compreender o que se passa com o outro, e assinalar o caminho exato para a resolução de um problema ou falha, porém, reconhece muito bem, mas tem dificuldade de aplicar á si mesmo.
Sim, eu realmente sou uma psicóloga amadora. (hahaha…)
E olha que laboratório eu faço todo dia, com meus amigos, família, pessoas com quem lido no meu trabalho, gente de todos os tipos…
Mas em muitos momentos, falta a técnica do curso realizado, pois entender o problema e observar a solução pode ser vocação, mas colocar em prática exige um certo cuidado, coisa que o curso ensina a colocar em prática.
Pensado bem, acho que vou incluir uma faculdade de psicologia nos meus planos. Juntar o útil ao agradável. E continuar me interessando a tentar compreender esse mundo louco no qual estamos de passagem, utilizando não só a escrita como o meu desejo de ter alguma parcela produtiva durante a minha atual existência.
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